DISCURSO
 
 
 

Discurso de Sua Excelência Senhor Ministro da Juventude e Desportos, por ocasião do III Aniversário da Casa da Juventude, em Viana, ao 2 de Setembro de 2009.

Excelentíssimo Senhor Administrador de Viana
Excelentíssimo Vice Ministro da Juventude
Excelentíssimo Director da Casa da Juventude
Excelentíssimos Membros do Conselho de Direcção do MINJUD
Excelentíssimos Representantes do BPC, PNUD, UNICEF e PSI
Caros Convidados

Quando iniciamos o percurso que culminou com o lançamento deste Projecto, os mais cépticos não acreditavam que seríamos capazes de tornar realidade este grande sonho. O Governo atento as preocupações da Juventude e consciente da importância estratégica do mesmo, prontamente, disponibilizou os recursos que viabilizaram a edificação da 1ª Casa da Juventude do País, um facto de grande importância para o movimento juvenil angolano, cuja inauguração foi apadrinhada ao Mais Alto Nível por Sua Excelência Senhor Presidente da Republica de Angola, Engenheiro José Eduardo dos Santos que, na oportunidade, em memorial inesquecível deixou bem gravado que a Casa da Juventude “É um projecto inovador, adequado aos novos tempos que o país vive.”
Em observância ao destaque conferido ao Projecto por Sua Excelência Senhor Presidente da Republica, não tardou, as Casas da Juventude, são já uma realidade em construção em muitas províncias.
As Casas da Juventude afiguram-se como espaços polivalentes que contribuem para o desenvolvimento sadio dos jovens. Neles, os jovens podem usufruir de ambiente de educação para a cidadania e de preparação para a reinserção na vida socioprofissional. Dito por outras palavras, fundam-se como espaços voltados à formação e aprendizagem, ao lazer, ao relaxe, à convivência social e à concertação, ao intercâmbio sociocultural e desportivo e subsidiam as Associações Juvenis no seu desempenho.
A sua expansão e o surgimento de outros equipamentos sociais similares pelo território nacional representa algumas das medidas de políticas juvenis do Governo Angolano que visam o desenvolvimento harmonioso dos jovens, o resgate dos valores culturais, éticos, morais e cívicos, cuja degradação estão na base das atitudes e comportamentos anti-sociais e da grande indisciplina que se tem verificado no seio da juventude.
O objectivo do Governo é que este dinamismo seja extensível à escala nacional. Por isso, gostaríamos de encorajar os Governos Provinciais no sentido de continuarem a envidar todos os esforços com vista à concretização destes espaços nas respectivas provinciais.
Pretende-se que empreendimentos dessa natureza complementem a família e as principais instituições socializadoras no cumprimento da função social para que os jovens não se resvalem em comportamentos socialmente censurados, proporcionando, para o efeito, modelos de actuação correctos, assim como oportunidades de inclusão social. Funcionam, igualmente, como espaço de debate intergeracional, de reflexão, de reforço da democracia participativa e da consciência patriótica. Particularmente, os estudantes devem fazer o uso mais frequente deste estabelecimento, convertendo-o em lugar de leitura, de pesquisa e de preparação das suas aulas no período extra-escolar.
 O Governo tem estado a disponibilizar avultados recursos financeiros na implantação deste Projecto. Por isso, é importante que cada jovem participe activamente na sua conservação. É um património de todos angolanos que deve ser devidamente cuidado para que seja duradouro.

Caros Presentes

Apesar das restrições de vária ordem, o balanço destes anos de existência e de trabalho é bastante animador e positivo. Se olharmos para os dados sobre o leque de eventos e actividades que têm sido realizadas e a adesão que têm merecido por parte dos jovens, indiscutivelmente, confirma-se a sua grande utilidade e importância. Desse modo, a Casa da Juventude eleva-se como um projecto de sucesso.
Neste momento da celebração do seu 3º Aniversário quero em nome do Ministério da Juventude e Desportos e no meu próprio, felicitar os órgãos de gestão e os funcionários desta Unidade Orgânica pela dedicação e pela forma como têm cumprido as suas obrigações e ao memo tempo fazemos votos para que continuem com redobrado empenho.
Com mais criatividade, dinamismo, qualidade e rigor é preciso continuar a aperfeiçoar a gestão e funcionamento da Casa da Juventude e assegurar que mais jovens usufruam dos seus serviços e oportunidades com regularidade.
Nessa conformidade, para assegurar o seu funcionamento de acordo com os desígnios da sua criação e uma vez compreendidos como empreendimentos sociais públicos de carácter não lucrativo, cujos serviços devem ser acessíveis aos bolsos da larga maioria dos jovens, a breve trecho, anunciaremos um pacote de medidas que vai regulamentar as facilidades dos jovens no acesso aos serviços das Casas da Juventude, Centros Comunitários e Complexos Desportivos tutelados pelo MINJUD.
Impondo-se transparência e sentido de responsabilidade na gestão destes espaços, privilegiaremos a parceria estratégica com as Associações Juvenis idóneas, particularmente as religiosas.
 A questão social da Juventude deve ser encarada como uma responsabilidade de toda a Sociedade, ou seja, das instituições económicas, educativas, religiosas, etc., e dos cidadãos. Nesta perspectiva, o Governo está aberto para apoiar os projectos da Sociedade Civil voltados à juventude e que contribuam para concretização das políticas juvenis.
Finalmente, uma vez mais, aproveito para reiterar que o Governo está empenhado na busca das melhores soluções para os problemas da Juventude.Com trabalho e empenho de todos estamos convictos que seremos capazes de tornar “Angola, bom lugar para viver!”como proferiu Sua Excelência Senhor Presidente da Republica aquando da inauguração desta Casa.

Muito obrigado

 

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