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Jovens enaltecem esforços do Governo na reconstrução do Kuando-Kubango
O sonho da casa própria já é uma realidade para muitos jovens na província do Kuando-Kubango, que vão receber 100 habitações, no âmbito do projecto do Governo que visa construir um milhão de casas. José António Canhundo, de 36 anos, é pedreiro de profissão, trabalhava na Direcção Provincial das Obras Públicas e agora é um dos mestres que trabalham na construção das casas sociais para a juventude. Participar da reconstrução de infra-estruturas na província é uma grande alegria. “Eu nunca pensei que estaria a trabalhar para construir casas que um dia venham a ser moradia dos meus filhos. Estou muito feliz por esta participação. Assim como fizemos para expulsar o inimigo, estamos também a lutar para dar melhor vida aos nossos filhos porque nós já estamos velhos”, afirmou António Canhundo.
Augusto Tchimbama fazia biscates como carpinteiro. Hoje também faz parte das equipas de trabalhadores de construção civil da empresa Serve Construções, encarregada da construção de 48 casas para jovens. E disse que “estou feliz com o processo de reconstrução nacional. Nós já sofremos muito e o processo de reconstrução só veio dar nova vida à província. Apesar de estarem a pagar pouco, é preciso continuar para que o Kuando-Kubango continue a crescer.” O governo angolano tem um projecto anual de 100 casas para cada província. No Kuando-Kubango, as habitações foram construídas em três municípios: Menongue, com 48 casas, Kuito Kuanavale com 20 e igual número no Cuchi. Metade das habitações vai ser distribuída a casais, 30 por cento a mulheres e 20 por cento a jovens singulares que estão sob tutela do Ministério da Juventude e Desportos. O presidente do Conselho da Juventude, Bento Francisco Xavier, garantiu que já foi feita uma vistoria ao bairro social e apesar das dificuldades, o empreiteiro está a ser célere, para entregar as habitações dentro de cinco meses.
“Nós louvamos a entrega dos empreiteiros, porque construir no Kuando-Kubango não é fácil, principalmente nesta fase em que está a chover muito e os acessos são difíceis, impossibilitando o transporte do material de construção”, reconheceu. Até ao momento já foram construídas 16 casas. Segundo o empreiteiro, devido a alguns atrasos de material e às fortes chuvas que têm abalado a província, tiveram um pequeno atraso, mas é provável que todas as casas estejam prontas até ao mês de Outubro.
As habitações têm três quartos, uma sala, cozinha e casa de banho. Nas obras trabalham mais de 200 operários angolanos que neste momento estão a fazer uma formação profissional.
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