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Conquista do africano resulta do trabalho de casa bem feito
A conquista por Angola do deca campeonato africano de basquetebol “é resultado do trabalho de casa bem feito”, afirmou hoje (terça-feira 18.08.09), na capital do país, o ministro angolano da Juventude e Desportos, quando falava na primeira cerimónia oficial de recepção dos campeões no aeroporto de Luanda.
De acordo com Gonçalves Muandumba, não foi uma missão fácil, o povo angolano viveu e sofreu as dificuldades de cada jogo, mas com a nossa determinação de sermos invictos no campeonato, aliado ao dever e compromisso para com a Pátria,”tornou-nos inquebrantáveis e uma referência no basquetebol mundial”.
Apesar disso, reafirmou, “que fique bem claro que a conquista do décimo campeonato africano de basquetebol, não é uma obra do acaso, é resultado de um trabalho de casa bem feito, de muita persistência, organização, rigor, disciplina, privações e de alto sentido de responsabilidade por parte de equipa técnica e dos nossos atletas”, ao longo da sua fase de preparação e durante a prova, sublinhou.
O ministro disse ainda que este título continental eleva o nome de Angola no contexto internacional e temos motivos bastantes para nos sentirmos orgulhosos por este feito que nos dignifica e reconfirma como somos poderosos no basquetebol em África.
Entretanto, frisou Gonçalves Muandumba, tal feito foi possível contando sempre com o apoio do governo e o acompanhamento constante de sua excelência o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para a criação de todas as condições logísticas e financeiras, assim como fruto de uma trajectória e investimentos de longos anos.
Referiu que esta trajectória regista igualmente a participação de muitos governantes e técnicos angolanos, jornalistas, basquetebolistas e outros elementos que também lançaram a sua pedra para a construção de esta selecção de grande classe e de luxo.
“Este feito histórico reforça a disponibilidade do governo de continuar a apostar e apoiar a juventude, proporcionando-a cada vez mais oportunidades que contribuam para um são desenvolvimento”, referiu.
O ministro disse ainda que vivemos um momento de festa e de intensa alegria que une todos os angolanos e esta conquista desempenha um papel importantíssimo para o reforço da consciência nacional e para o reforço da capacidade patriótica dos angolanos.
Na ocasião, assegurou que o governo vai continuar a prestar o seu apoio ao desporto, construindo mais campos e outras infra-estruturas, incluindo no meio rural, para que tenham um melhor recurso humano e reconhecimento pelo trabalho feito.
Neste contexto, disse, “gostaríamos de reafirmar que o governo angolano cumprirá com os seus compromissos e obrigações” no sentido de satisfazer as promessas apresentadas aos atletas.
A finalizar a sua intervenção, reiterou “que a conquista do décimo campeonato africano de basquetebol sirva de mola impulsionadora e factor de mobilização de todos os angolanos, e, particularmente, da selecção nacional de futebol, para que façamos do CAN de futebol, também um facto histórico e vitorioso.
"Em nome do ministério que dirige e de todos os agentes desportivos do país transmito a equipa técnica e aos nossos bravos atletas a nossa profunda gratidão e consideração pela forma distinta como souberam interpretar e cumprir esta nobre missão", concluiu.
Por sua vez, o capitão da selecção nacional, Carlos Almeida, em breves declarações, depois de apresentar a equipa técnica liderada por Luís Magalhães e os seus doze atletas que integraram a selecção, agradeceu a recepção num curto discurso, tendo terminado a sua intervenção dizendo apenas “muito obrigado povo de Angola e estamos orgulhosos de ser angolanos”.
Seguidamente, o representante do Presidente do República, José Eduardo dos Santos, na cerimónia, o ministro da Administração do Território, Virgílio de Fontes Pereira, convidou os presentes a efectuarem um brinde em homenagem ao momento, tendo depois a comitiva deixado o aeroporto para o cortejo rumo ao Estádio da Cidadela Desportiva.
No aeroporto, estiveram os ministros dos Transportes, Augusto Tomás da Silva, o presidente do Tribunal Supremo, Cristiano André, o arcebispo adjunto de Luanda, dom Anastácio Kahango, vários vice-ministros como sendo Yaba Alberto e Albino da Conceição da Juventude e Desportos entre outros, políticos, religiosos, responsáveis federativos e representes da sociedade civil. |