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Governo promete rigor na distribuição de casas
O ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, garantiu em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, durante uma visita às obras do projecto habitacional para jovens, na zona do Camama, que tudo está a ser feito para que haja transparência, rigor e isenção na distribuição de casas para a juventude.
O ministro Gonçalves Muandumba disse que estas exigências são uma exigência do Presidente da República, José Eduardo dos Santos e acrescentou que os jovens precisam de prestar maior atenção ao regulamento para aquisição dos imóveis.
A distribuição, disse, vai ser feita através de uma comissão composta por membros do Conselho Nacional da Juventude e autoridades locais, a qual é coordenada pelos vice-governadores, “para que seja garantida a transparência”.
O ministro revelou que o projecto abrange jovens que trabalham ou que tenham um negócio rentável. “Estamos a fazer tudo para que as casas sejam vendidas ao preço de um salário mínimo, porque o critério é para quem trabalha”, disse. A um vendedor ambulante ou um carpinteiro que tenha um negócio sistematizado e permanente o banco deve dar financiamento, referiu.
Gonçalves Muandumba aconselha aos jovens a aderirem ao programa. “Os jovens têm de acreditar no projecto, na boa intenção do Governo, porque tudo está a ser feito para eles. Quem não for contemplado agora, vai ser no próximo ano”, afirmou.
O programa é feito em parceria com o Banco de Poupança e Crédito (BPC) e para obterem as casas, os jovens devem pagar inicialmente 20 por cento do seu custo. O resto é pago em 15 anos.
“O financiamento está garantido pelo Governo como foi prometido e vai continuar a ser”, disse. Numa primeira fase, foram construídas 450 casas, sendo 250 de média renda e duzentas económicas.
No próximo ano vai ser construído igual número de casas e assim sucessivamente, disse o ministro da Juventude e Desportos.
“Conforme vão sendo construídas as casas, arrancam outros projectos habitacionais no país, para que sejam encontradas soluções rápidas e práticas para acomodar cada vez melhor os jovens”, declarou.
Apesar da crise económica internacional que também assola o país, as obras do projecto “Angola Jovem”, estão a decorrer a bom ritmo.
“Tivemos alguns atrasos na cidade capital devido às ocupações anárquicas de terrenos por algumas pessoas. Mas está tudo resolvido”, disse o ministro.
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